A Sociologia é uma das Ciências Humanas que tem como objetos de estudo a sociedade, a sua organização social e os processos que interligam os indivíduos em grupos, instituições e associações. Enquanto a Psicologia estuda o indivíduo na sua singularidade, a Sociologia estuda os fenômenos sociais, compreendendo as diferentes formas de constituição das sociedades e suas culturas.
Em 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea que aboliu oficialmente o trabalho escravo no Brasil. O fim da escravidão foi o resultado das transformações econômicas e sociais que começaram a ocorrer a partir da segunda metade do século 19 e que culminaram com a crise do Segundo Reinado e a conseqüente derrocada do regime monárquico.A ruptura dos laços coloniais e a consolidação do regime monárquico no Brasil asseguraram a manutenção da economia agroexportadora baseada na existência de grandes propriedades rurais e no uso da mão-de-obra escrava do negro africano. A escravidão, e a sociedade escravista que dela resultou, foi marcada por um estado de permanente violência.Mas desde os tempos coloniais, os escravos negros reagiram e lutaram contra a dominação dos brancos, através da recusa ao trabalho, de rebeliões, de fugas e formação de quilombos.
Ainda, 12,3 milhões de escravos no mundo
Também não se pense que o trabalho escravo ou semi-escravo continua a existir exclusivamente no Brasil. A prática se mantém em diversos países da África e da Ásia (especialmente na China), mas é de se supor que o trabalho em condições precárias e de grande exploração esteja presente em todos os países ricos onde é grande o fluxo de imigrantes, como os Estados Unidos e a União Européia.
Um estudo publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas, em maio de 2005, indica que existem cerca de 12,3 milhões de escravos no mundo todo, dos quais entre 40% e 50% são crianças.
Evidentemente, a escravidão ou o trabalho em condições semelhantes a ela é hoje um crime grave e aqueles que os praticam estão submetidos a penas legais, pagando multas, perdendo seus empreendimentos e, eventualmente, indo parar na prisão. Ainda assim, não deixa de ser assustador o fato de um fenômeno tenebroso como a escravidão atingir o século 21, acompanhando os quase 12 mil anos de existência do homo sapiens no planeta Terra.
Comemorado no dia 1º de maio, o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestação de trabalhadores na cidade americana de Chicago. Milhares de trabalhadores protestavam contra as condições desumanas de trabalho e a enorme carga horária pela qual eram submetidos (13 horas diárias). A greve paralisou os Estados Unidos. No dia 3 de maio, houve vários confrontos dos manifestantes com a polícia. No dia seguinte, esses confrontos se intensificaram, resultando na morte de diversos manifestantes. As manifestações e os protestos realizados pelos trabalhadores ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Em 20 de junho de 1889, em Paris, a central sindical chamada Segunda Internacional instituiu o mesmo dia das manifestações como data máxima dos trabalhadores organizados, para assim, lutar pelas 8 horas de trabalho diário. Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1° de maio como feriado nacional.
Após a França estabelecer o Dia do Trabalho, a Rússia foi o primeiro país a adotar a data comemorativa, em 1920. No Brasil, a data foi consolidada em 1924 no governo de Artur Bernardes. Além disso, a partir do governo de Getúlio Vargas, as principais medidas de benefício ao trabalhador passaram a ser anunciadas nesta data. Atualmente, inúmeros países adotam o dia 1° de maio como o Dia do Trabalho, sendo considerado feriado em muitos deles.
Muitas pessoas se espantam e passam a me considerar, no mínimo, um excêntrico quando tomam conhecimento de minhas idéias monarquistas.
De uma maneira geral, no nosso País, há uma razoável tolerância com quaisquer posições políticas situadas entre a centro-esquerda e a extrema-esquerda. Estas seriam as “forças progressistas”, o “Bem”.Por outro lado, quaisquer idéias consideradas de direita são rejeitadas. São as “forças reacionárias”, o “Mal”. Esta é uma generalização sem qualquer fundamento, mas é encarada como uma verdade absoluta.
Sem entrar no mérito da questão, observo que o ideal monárquico foi enquadrado no segundo grupo.Para a maioria do nosso povo, a idéia de Monarquia é a de um Rei absolutista, um tirano, cercado por nobres incompetentes e corruptos, como freqüentemente é mostrado em novelas e mini-séries de produção nacional. Na verdade, isto é um grande preconceito que foi incutido nas nossas crianças desde o 1º Grau e que acaba sendo levado pela vida a fora reforçado pela mídia. Não há, na verdade, qualquer razão real para considerarmos o regime monárquico como algo retrógrado e digno do nosso desdém.
Entre os países com melhores índices de desenvolvimento humano, destacam-se as monarquias parlamentares, que seguem o modelo europeu. Mesmo as repúblicas mais desenvolvidas, com exceção dos Estados Unidos, são sempre parlamentaristas e jamais presidencialistas.
Nas repúblicas presidencialistas, em que o povo tem o duvidoso privilégio de escolher o Chefe de Estado, que também é o Chefe de Governo, o que se observa é uma crônica instabilidade política. Os golpes, revoltas e revoluções se sucedem em irônica monotonia. Raramente dois presidentes consecutivos conseguem concluir o seu mandato constitucional. O povo passa fome e uma elite encastelada no poder é capaz de qualquer coisa para manter os seus privilégios.
É um absurdo pretender-se que a sucessão presidencial ocorra em prazos fixos, pois, a política é muito dinâmica e imprevisível. Quem começou o governo com grandes planos e altos níveis de popularidade pode cair em desgraça perante seus eleitores em 6 meses. Terá, então, de governar sem respaldo popular por mais três, quatro ou cinco anos, a não ser que um golpe o derrube antes. O povo não deve ser chamado a participar da vida política apenas no dia das eleições, mas deve exercer um controle efetivo sobre o governo e isto somente é possível num sistema de governo parlamentarista com um monarca como Chefe de Estado. No sistema parlamentarista, o governo cairá se perder o apoio do Parlamento e, se este não conseguir formar um novo governo, terá de se submeter a novas eleições. Assim, o controle do povo sobre os governantes é bem maior.
Por outro lado, um rei não precisa do apoio de partidos para permanecer no cargo. Ele pode ser o Chefe de Estado de todos e não apenas dos seus correligionários e simpatizantes, como acontece na República. Desta maneira, pode-se fazer oposição ao governo, resguardando-se a figura do Chefe de Estado.
Assim, ao contrário do que muitos imaginam, a Monarquia Parlamentar é uma forma de governo ágil e moderna, que permite um maior controle do governo por parte dos cidadãos, ao mesmo tempo em que garante estabilidade política, maior desenvolvimento econômico e social e menor corrupção.
Psicopatia é um construto psicológico que descreve um padrão de comportamento anti-social crónico. A expressão é muitas vezes utilizada sem distinção com o termo sociopatia.
A psicopatia tem sido a perturbação de personalidade mas atualmente o termo pode legitimamente ser utilizado no sentido jurídico, “transtorno de personalidade psicopática” no âmbito da saúde mental.. Pode também sevir como um descritor de transtorno de personalidade anti-social definido pela Psychopathy Checklist-Revised (PCL-R).
A psicopatia é frequentemente co-mórbida com outros distúrbios psicológicos (especialmente transtorno de personalidade narcísico).
A psicopatia é diferente da sociopatia. Embora quase todos os psicopatas tenham transtorno de personalidade anti-social, apenas alguns indivíduos com transtorno de personalidade anti-social são psicopatas. Muitos psicólogos acreditam que a psicopatia recaia sobre um espectro de narcisismo patológico.
A Psicopatia é frequentemente confundida com outros distúrbios de personalidade, tais como transtorno de personalidade dissocial, narcísica e esquizóide (bem como outros).
Também é importante notar que “psicopatia” é uma síndrome ou um construto psicológico, enquanto o transtorno de personalidade anti-social é um diagnóstico.
O interesse em características de índole psicopática remonta a Teofrasto, um estudante de Aristóteles, cuja descrição dos homens inescrupulosos personifica as características do transtorno de personalidade anti-social.
O interesse em características psicopáticas remonta à época colonial. Nesses tempos, uma pessoa com esta doença mental seria considerada como algo relacionado com posse demoníaca.
As origens do TPaS, é significativamente semelhante ao daquelas pessoas com Transtorno Narcísico da Personalidade. Assim como os pacientes narcísicos, pacientes com TPaS, têm história de negligencia e abuso na infância por parte de seus pais. Os psicopatas não alcançaram o nível evolutivo da constância objetal (Mahler, 1975) e assim, eles não possuem uma introjeção materna tranqüilizadora, como acontece com as pessoas comuns.
Como os pacientes com TNP, eles têm um self grandioso e patológico. Normalmente o que se pode observar na história do paciente psicopata é que, segundo Kohut, ele teve uma experiência de relacionamento inicial com uma mãe estranha, que não merecia confiança talvez, por suas instabilidade, e nutria certa maldade em relação à criança (característica comum às mães narcísicas). A falta de confiança básica, associada à ausência de experiências amorosas com a figura materna, apresentam graves implicações no desenvolvimento do psicopata. O processo de amadurecimento do psicopata, é interrompido de maneira abrupta, antes que se complete o processo de separação e individuação e de desenvolver-se a constância objetal. Um movimento semelhante ocorre com o paciente narcísico.
Os psicopatas têm um Ego grandioso e patológico e seu Super Ego que é a instância moral parece completamente ausente ou então, está frouxa. O Super Ego é um poderoso agente da realidade e que vai formar-se, não à imagem dos pais, mas à imagem do Super Ego deles de forma que os valores morais de nossos pais passam a ser os nossos valores morais. Pensando assim, temos que concluir que o psicopata teve pais que não tinham nenhum valor moral ou, foram tão insidiosamente ruins que impediram qualquer tentativa de identificação por parte criança. Não havendo tal identificação, não há Super Ego e assim, temos indivíduos que parecem destituídos de qualquer humanidade. Seu único sistema de valores é o exercício do poder e da agressão condições que caracterizam o narcisismo patológico.
Sociopatia
As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pouco ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância à frustração, baixo limiar para a descarga de agressão; irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras e incapazes de amar.
Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar suas atitudes.
Quando os sociopatas descobrem que seu teatro já está descoberto, eles são capazes de darem a falsa impressão de arrependimento, falseiam que mudarão "daqui para frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.
É definido, pela Organização Mundial da Saúde, como a ocorrência de práticas sexuais entre um indivíduo maior de 16 anos com uma criança na pré-puberdade. A psicanálise encara a pedofilia como uma perversão sexual. Não é uma doença, mas sim uma parafilia, um distúrbio psíquico que se caracteriza pela obsessão por práticas sexuais não aceitas pela sociedade, como o exibicionismo e o sadomasoquismo. Muitas vezes o pedófilo apresenta uma sexualidade pouco desenvolvida e teme a resistência de um parceiro em iguais condições. Sexualmente inibido, escolhe como parceiro uma pessoa vulnerável.
Em aproximadamente 25% dos casos, o pedófilo foi uma criança molestada. O erotismo infantil está ligado à trajetória da humanidade. Em aproximadamente 450 culturas tradicionais, a idade perfeita para contrair matrimônio está entre 12 e 15 anos. Fisiologicamente, quanto mais jovem for a mulher, maiores são as chances de ocorrer uma fecundação bem sucedida.
Segundo psicólogos especialistas em agressão infantil de Michigan, nos Estados Unidos, cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças acontecem na intimidade do lar: pais, padrastos e tios são os principais agressores. O abuso sexual de menores gera danos na estrutura e nas funções do cérebro da criança molestada, incluindo aquelas que desempenham papel importante na memória e nas emoções. A internet é o maior veículo de propaganda de erotismo infantil nos dias atuais. Nos Estados Unidos a produção e a comercialização da pornografia infantil são proibidas desde 1970. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 241, estabelece a pena de detenção de um a quatro anos e multa para quem “fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança e adolescente”.
O documento que reúne propostas como o aumento da duração de mandatos, o fim da reeleição no poder executivo e mudanças na forma de votar em candidatos a vereador, deputado estadual e federal, será entregue pela comissão especial ao Senado.
Está pronto o relatório final da comissão da reforma política. O documento reúne propostas como o aumento da duração de mandatos, o fimda reeleição no poder executivo e mudanças na forma de votar em candidatos a vereador, deputado estadual e federal.
O presidente da comissão que discutiu a reforma política concluiu na noite desta terça-feira (12) o texto que vai ser entregue nesta quarta-feira ao presidente do Senado. Nenhum dos pontos aprovados conseguiu consenso.
"Agora eu posso garantir pra você que cada um dos pontos foi aprovado pela maioria dos senadores", afirma o senador Francisco Dornelles (PP- RJ).
A maioria decidiu mudar a data da posse de prefeitos e governadores. Passa do dia primeiro para o dia dez de janeiro. O presidente da República assume dia 15.
Acaba a reeleição para chefes do Poder Executivo. Mas o mandato de prefeitos, governadores e presidente é ampliado de quatro para cinco anos.
Suplente de senador não herda mais o mandato em caso de ausência definitiva do titular. Ele só fica na cadeira até a próxima eleição, seja ela federal ou municipal.
Um dos pontos mais polêmicos foi a aprovação da lista fechada para eleição proporcional, junto com o financiamento público de campanha.
Pela proposta, acaba o voto direto no deputado federal, estadual ou vereador. O eleitor escolheria apenas no partido, que teria uma lista pré-definida de quem deveria assumir o mandato. Caso essa sugestão seja aprovada também no plenário do Senado e da Câmara, para virar lei, ainda vai depender de um referendo popular.
“O povo tem que dizer se aceita esse sistema proposto. De modo que a consulta, o referendo sobre o sistema eleitoral que for adotado também teve um consenso muito grande”, fala o Dornelles.
Texto extraído do site www.g1.com.br/jornaldaglobo
Estima-se, com base nas fontes históricas disponíveis, que no começo do século XVI a população autóctone que vivia dentro do território onde posteriormente se consolidariam as fronteiras do Brasil chegava a 5 milhões de indivíduos.
Ao longo de séculos de contato com a civilização ocidental, aquele contingente indígena inicial sofreu contínuo processo de redução populacional que provavelmente durou até o fim da década de 1950.
A partir de então houve uma recuperação demográfica, facilitada pela demarcação - ainda inconclusa - das terras tradicionalmente ocupadas pelos grupos indígenas, e pela extensão de serviços de assistência prestados pelos órgãos do estado, missões laicas e religiosas.
A população indígena do Brasil alcança hoje o número de 325.652 indivíduos. Esse número tende a crescer diante da continuidade dos mecanismos de proteção de taxas de natalidade superiores à média nacional.
Essa população está distribuída em cerca de 215 etnias, que falam cerca de 170 línguas distintas. A classificação lingüística reconhece a existência de dois troncos principais (tupi e macro-jê) e de outras seis famílias lingüísticas de importância significativa (aruak, arawá, karib, maku, tukano e yanomami), além de muitas línguas sem filiação definida.
Cerca de 60% da população indígena brasileira vive na região designada como Amazônia Legal, mas registra-se a presença de grupos indígenas em praticamente todas as unidades da Federação. Somente no Rio Grande do Norte, no Piauí e no Distrito Federal não se encontram grupos indígenas.
A característica principal da população indígena do Brasil é a sua grande heterogeneidade cultural. Vivem no Brasil desde grupos que ainda não foram contatados e permanecem inteiramente isolados da civilização ocidental, até grupos indígenas semi-urbanos e plenamente integrados às economias regionais. Independentemente do grau de integração que mantenham com a sociedade nacional, esses grupos aculturados preservam sua identidade étnica, se auto-identificam e são identificados como índios.
Atualmente os principais grupos indígenas brasileiros em expressão demográfica são: Tikuna, Tukano, Macuxi, Yanomami, Guajajara, Terena, Pankaruru, Kayapó, Kaingang, Guarani, Xavante, Xerente, Nambikwara, Munduruku, Mura, Sateré-Maué, dentre outros.
No quadro a seguir encontra-se a distribuição dos grupos indígenas nas diferentes unidades da Federação e seu contingente populacional. As terras indígenas no Brasil cobrem uma extensão de 946.452 Km quadrados, o que corresponde a cerca de 11,12% do território nacional. (fonte: www.planalto.gov.br)